segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Povoado Itapicuru rende graças a seu filho mais ilustre

Na última sexta-feira, 16 de janeiro de 2015, os instrumentos de trabalho da roça repousaram no povoado Itapicuru, município de Nossa Senhora das Dores. A enxada, a foice e o empenado ficaram no canto sem uso, pois, seus donos deixaram por alguns instantes a lida diária para homenagear o mais ilustre filho daquele chão pela passagem dos seus 84 anos e também pelo lançamento de seu livro, no qual o povoado é uma das fontes de inspiração para os versos ali contidos. Foi um dia memorável para todos os moradores de Itapicuru e também dos vizinhos Borda da Mata, Cachoeirinha, Maçaranduba e Gado Bravo Sul que ali também estiveram. A Escola Anísio Teixeira ficou pequena para as pessoas que durante toda a manhã se aglomeraram em torno da obra do cordelista itapicuruense José Barbosa, mais conhecido na região como Josias. No dia do seu aniversário natalício, 84 anos, a Academia Dorense de Letras e o Projeto Memórias presentearam o aniversariante e seus conterrâneos com o lançamento da obra completa de José Barbosa, obra esta até então quase toda inédita e que agora se perpetuará para as gerações vindouras. Apenas 10 dos seus trabalhos já tinham sido publicados anteriormente, com apenas 10 unidades de cada. Estes trabalhos foram levados a Dores pelo itapicuruense Renato (conhecido como Renato motorista da prefeitura) e entregues ao agente cultural Ari Pereira há alguns anos. Ari deu acesso ao Projeto Memórias que fez a publicação, em 2010, de 100 exemplares de “Vida de Cangaceiro”. Afora estes 10 trabalhos, os demais estavam apenas em sua memória e foram objeto de várias visitas do Projeto e depois da ADL para gravação em vídeo ao longo destes anos, até que agora as mesmas deram lugar ao livro. Além dos moradores dos povoados já citados, o lançamento do livro “Meu nome é José Barbosa, meu apelido é Josias...” contou com as presenças dos acadêmicos da Academia Dorense de Letras (Ari Pereira de Souza, Domingos Pascoal de Melo, Gilberto Luiz Araújo Santana, João Paulo Araújo de Carvalho, José Barbosa e Luís Carlos de Jesus), da Academia Itabaianense de Letras (Antônio Francisco de Jesus, o Saracura), da Academia Lagartense de Letras (Euclides Oliveira) e da Academia Laranjeirense de Letras (Augusto dos Santos) e dos Professores Genilton Costa (representado a Secretaria Municipal de Educação), Maria Rivaneide (diretora da Escola Anísio Teixeira) e Maria Auxiliadora de Oliveira (Sily). O evento foi abrilhantado pelo Grupo “Música no Campo”, que faz parte da Ong Cultivar (povoado Gado Bravo Sul) e é contemplado pelo Projeto “Criança Esperança”, bem como pelos poetas Jânio Vieira (povoado Gentio), Carlos César (povoado Borda da Mata), Cleones e Crisnanda, que declamaram poesias em homenagem ao aniversariante. Espetáculo à parte foi a participação da irmã do autor, Maria Jovina, 93 anos, que também declamou e encantou a todos os presentes. Também marcou presença a poetisa dorense Maria Anete Santana (atualmente residente em São Paulo), que é natural da região. Ao final, o mais ilustre filho do Itapicuru, Josias, declamou vários de seus versos levando os presentes, como de costume, às gargalhadas. Momento de grande emoção foi o dos agradecimentos da sobrinha do autor, Maria Anita, conhecida como Lia, que demonstrou toda a felicidade em ter a oportunidade de cuidar e amar José Barbosa, figura querida e admirada por todos no povoado e agora também conhecido e admirado na circunvizinhaça. Em breve, a ADL e o Projeto Memórias promoverão, na cidade de N. Sra. das Dores, o lançamento do livro “Meu nome é José Barbosa, meu apelido é Josias...”, cuja renda será toda revertida a atividades culturais e sociais. A cobertura jornalística do evento ficou a cargo da jornalista Delmanira Brito, do site visitedores.com. Sobre o autor: José Barbosa, o popular Josias, nasceu em 16 de janeiro de 1931 no povoado Itapicuru, em Nossa Senhora das Dores. Como muitos conterrâneos nordestinos ainda criança foi apresentado pelo pai (Aniceto Barbosa dos Santos) à literatura de cordel, pela qual se apaixonou. Após décadas trabalhando no Estado de São Paulo, ao aposentar-se retornou à terra natal. Em toda a região de Itapicuru e Capunga (Moita Bonita) é conhecido pelo seu estilo engraçado e versejador, um típico trovador a criar versos de improviso. José Barbosa é um cordelista eclético, encontrando inspiração para seus trabalhos no seu chão natal (destaque para Os fundadores do Itapicuru), no cotidiano do homem do campo (A queimada do Mucambo), mas estando também antenado com os acontecimentos do país e do mundo, escrevendo de um jeito engraçado sobre diversos temas do mundo atual como A morte de João Paulo II, A eleição de Barack Obama, A reunião do G-20, A morte de Pipita, A gripe suína, A queda do avião do vôo 447, A vaca louca, A Copa do Mundo no Brasil, dentre outros. A maioria dos seus trabalhos até hoje era inédita, sendo agora reunida pelo Projeto Memórias e pela Academia Dorense de Letras nesta obra. José Barbosa é um dos fundadores da Academia Dorense de Letras, ocupando a cadeira nº 2, cuja patronesse é a comunicadora Marizete Costa Vieira. Por, Professor João Paulo Araújo de Carvalho Presidente da Academia Dorense de Letras Confira as fotos aqui neste link: https://www.facebook.com/visitedores/photos/pcb.425817874237617/425803784239026/?type=1&theater fotos: Delmanira Brito visitedores.com

domingo, 11 de janeiro de 2015

LIVRO DE CORDELISTA DORENSE SERÁ LANÇADO NO PRÓXIMO DIA 16 DE JANEIRO

A Academia Dorense de Letras, em parceria com o Projeto Memórias, lançam no próximo dia 16 de janeiro o livro "Meu nome é José Barbosa, meu apelido é Josias...", que reúne a obra do acadêmico e cordelista José Barbosa. O livro será lançado no dia do aniversário de 84 anos do autor e você é nosso convidado especial para esta grande festa literária. Local: Escola Municipal Anísio Teixeira (povoado Itapicuru) Dia e horário: 16 de janeiro, às 9 horas Abraço fraterno, Professor João Paulo Araújo de Carvalho Presidente da Academia Dorense de Letras Ari Pereira de Souza Presidente do Projeto Memórias

sábado, 2 de agosto de 2014

POVOADOS PRESERVAM MEMÓRIA HISTÓRICA E CULTURAL

Por João Paulo Araújo de Carvalho (em Guia do Comércio de Nossa Senhora das Dores, 2014, páginas 35, 39 e 40) O autor é professor, Mestre em História, escritor, membro da ADL e do Projeto Memórias. O município de Nossa Senhora das Dores possui cerca de 25 povoados, nos quais, de acordo com o censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), estão situados 8.553 habitantes (num total de 24.580). Nestes logradouros ou ao redor dos mesmos concentram-se parte considerável da produção econômica da municipalidade, tais quais a criação de gado e o cultivo de cana-de-açúcar, milho, mandioca, banana etc, além de algumas indústrias como olarias, casas de farinha e usina de beneficiamento da cana. Nos povoados dorenses também é possível perceber uma presença mais forte da memória histórica e cultural do município, uma vez que neles as tradições, as históricas, as lendas, as artes e ofícios antigos têm sido mais facilmente preservados do que na cidade, onde as mudanças de comportamento se processam mais rapidamente. Em Maçaranduba encontram-se os últimos tocadores de pífano; no Gado Bravo Sul o derradeiro grupo de reisado; em Cruzes e Carro Quebrado a produção artesanal de vassouras de pindoba; no Sapé a arte de fabricar esteiras e esteirões de junco; em Borda da Mata os bordados; no Ascenso e no Gentio a tradição religiosa centenária da Procissão do Madeiro; Itapicuru é o berço da literatura de cordel, a mais popular das poesias, pois lá nasceu o cordelista José Barbosa; no Gado Bravo Norte encontram-se várias tradições religiosas e culinárias, além de ali ter nascido a poetisa Maria Salete Nascimento; em Cruzes, na Serra, no Cajueiro e nas proximidades da Varginha encontram-se lugares de memória ligados à presença do cangaço; em Cachoeirinha a preservação da memória no Museu Caipira; já o Taborda é berço do maior nome da literatura dorense, o professor e escritor Manoel Cardoso; dentre outros exemplos. (...) LEMBRANÇAS DA SAGA CANGACEIRA Entre as décadas de 1920 e 1930 o município de Nossa Senhora das Dores fez parte da rota sergipana dos cangaceiros, em especial dos bandos de Lampião e Zé Sereno. Das suas inúmeras incursões pelo solo dorense restaram várias histórias registradas em jornais, documentos escritos, livros, mas, sobretudo, nas memórias dos personagens que viveram a época, como é o caso de Antônio Cardoso de Oliveira (Juquinha), João Alves de Moura (João de Libâneo) e José Garcia Vieira (todos já falecidos e cujas histórias estão registradas em artigos, documentários e vídeos), além de Ebron Alves Feitosa, Isaura Clementina Lopes, Manoel dos Santos (Manezinho da Volta) e Manoel dos Santos Porto (Portinho), que além de terem suas memórias igualmente registradas continuam a contá-las e recontá-las. No mais, existem diversos lugares de memória que foram cenários das histórias vividas por estes e por outros personagens. Tais locais ajudam a entender o desenrolar dos acontecimentos e resistem como monumentos a registrar os fatos. O centro da cidade foi palco da primeira “visita” do grupo de Lampião em 1929, em cujo roteiro inclui a praça José Ivan Pereira dos Anjos onde ocorria a feira livre na qual os cangaceiros andaram, assim como a rua João dos Reis Lima Neto (calçadão) e a praça Cônego Miguel Monteiro Barbosa (praça da Matriz), onde residiam os homens ricos da cidade que foram obrigados a colaborar com dinheiro para a “bolsa” que evitou maiores transtornos aos dorenses. Ali também se situavam a casa do Intendente (prefeito) Manoel Leônidas Bomfim (praça José Ivan) e diversas casas comerciais nas quais os bandoleiros se abasteceram de víveres. Tais lugares de memória ajudam ainda a conhecer o tamanho da cidade na época, uma vez que trincheiras foram construídas nas entradas da cidade. As trincheiras eram buracos no chão que serviam de guarita para os soldados da volante que foram contratados para proteger a cidade e evitar nova incursão do grupo lampiônico. Elas localizavam-se nas esquinas das atuais ruas Benjamin Constant com Edézio Vieira de Melo (nas proximidades da popular padaria de Borrachinha), das ruas Francisco Porto com Tertuliano Junqueira Simões (perto da antiga bodega de dona Carmelina) e das avenidas Lourival Baptista e Presidente Médici com a praça Joel Nascimento. As trincheiras evitaram nova entrada do bando de Virgulino Ferreira da Silva em Dores no ano de 1930. Porém, como não conseguiu seu objetivo, o mesmo cometeu diversos crimes na periferia e em povoados circunvizinhos, sequestro e estupro da mulher de Santo bodegueiro no Ascenso, sequestro no Cruzeiro das Moças e assassinato na fazenda Candeal (próximo ao povoado Varginha) de José Elpídio dos Santos, assassinato de um deficiente mental (cujo nome não se registrou para a história) e castração de Pedro Batatinha no povoado Taboca, fazendo de tais locais igualmente lugares de memória do cangaço em solo dorense. De todos esses crimes, apenas o assassinato de Elpídio foi investigado pela Justiça, fazendo de Dores a única cidade sergipana a processar criminalmente Lampião. Da saga lampiônica também resistem locais que representam o temor vivido pela população da época. É o caso da Mata da Serrinha (povoado Serra) e da Gruta da Salvação (povoado Cruzes), lugares que eram utilizados pelo povo que sofria as agruras daquele tempo para se esconder quando ouvia notícias de cangaceiros na redondeza. Tais locais, de mata fechada e difícil acesso, passavam à população a sensação de segurança, fazendo com que os mesmos ali se refugiassem até mesmo durante dias. Igualmente, existem ainda os registros da presença do bando liderado por Zé Sereno (José Ribeiro Filho), na verdade um subgrupo do bando de Lampião. Trata-se da fazenda Cajueiro, situada no povoado de mesmo nome, que pertencia ao Coronel Vicente Figueiredo Porto e que Sereno invadiu, ocorrendo nela cerrado tiroteio entre cangaceiros e o coronel numa noite da década de 1930. Era o chamado “Fogo do Cajueiro”. Outro combate envolvendo cangaceiros em Dores ocorreu em 1937 (um ano antes da morte de Lampião em Angicos, Sergipe, e do início do fim do cangaço lampiônico). Foi o “Fogo do Salobro”, ocorrido na fazenda Salobro (do Coronel Manoel Leônidas Bomfim) e que envolveu o bando de Zé Sereno e a volante de Balthazar, que vinha no seu encalço desde o Saco do Ribeiro (atual Ribeirópolis). Nesse confronto, um cangaceiro foi morto e decapitado, tendo sua cabeça levada até a capital como troféu. Assim sendo, a saga cangaceira deixou muitas lembranças em solo dorense, tanto na cidade quanto no interior do município, sendo que estes locais de memória têm atraído cada vez mais a atenção de pesquisadores e podem, no futuro, atrair também turistas, como ocorre em várias partes do nordeste brasileiro.

domingo, 14 de abril de 2013

PONTO DE CULTURA MEMÓRIA, CULTURA E CIDADANIA RECEBE O ARTISTA VISUAL ELIAS SANTOS

Contemplado pelo edital Bolsa Interações Estéticas - Residências Artísticas em Pontos de Cultura, do Governo Federal, Ministério da Cultura, Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural, Funarte, Mais Cultura e Cultura Viva, o artista e xilogravador sergipano Elias Santos propõe continuidade com suas ações em favor da difusão da arte da xilogravura. Após passar pelo Ponto de Cultura Samba de Coco: história, tradição e resistência na Barra dos Coqueiros, em 2013 realiza o projeto Gravura em Dores na Rota do Cangaço, na cidade do agreste sergipano, Nossa Senhoras das Dores. Acolhido pelo Ponto, Memória, Cultura e Cidadania dos historiadores Manoel Messias e João Paulo, nessa edição o tema a ser abordado será o Cangaço. As ações iniciaram no mês de fevereiro, com oficina de xilogravura e em março e abril acontece a oficina de serigrafia. Ao final as camisas produzidas serão comercializadas a preços populares a fim de gerar renda para a comunidade e para o Ponto de Cultura. Todas as ações são ofertadas gratuitamente. O cangaço em Sergipe possui presença marcantena região do agreste e sertão sergipano. O Ponto de Cultura Memória, Cultura e Cidadania desenvolvido na cidade de Nossa Senhora das Dores, em Sergipe, foi proposto com a finalidade de realizar trabalhos que estimulem o fortalecimento e continuidade da cultura dorense, por meio das artes plásticas, da literatura de cordel e do audiovisual, destacando a produção do filme “O fogo do cajueiro” o qual abordará sobre o cangaceiro Zé sereno e seu bando em sua passagem na cidade de Dores. Somado as suas ações a xilogravura dará sua contribuição e fortalecerá e dinamizará as ações deste ponto de cultura. O projeto é coordenado pelo xilogravador sergipano, Elias Santos, o qual já realizou projeto no Ponto de Cultura Memória, Cultura e Cidadania e volta para aprimorar e ampliar os ensinamentos sobre a xilogravura e levar a serigrafia como outro recurso gráfico, para intervenções artísticas e elaboração de produtos, tendo o cangaço, entre seus personagens e suas paisagens, como mote para a criação. Para a realização dessa ação o proponente conta também com o apoio cultural da Prefeitura Municipal de Nossa Senhora das Dores e do Senac-SE. Sobre o artista Elias Santos – É artista visual, xilogravador, desde 1982. Graduado em História,estudou como bolsista na Escola de Belas Artes da UFBA.Participou de oficinas de xilogravura e litogravura no Museu de Arte Moderna da Bahia e de desenho no Colégio Comunitário de Lincoln, em Rhode Insland nos Estados Unidos. Fez diversas exposições individuais e participou de inúmeras coletivas. Foi também premiado em Salões de Arte pelo país. Leciona as aulas de artes visuais no SENAC-SE desde 1983. Em 2005 criou o projeto Gravura de Inverno, desenvolvendo ações em favor da xilogravura.Foi contemplado em duas edições da Bolsa Interações Estéticas, Rede Nacional, entre outros editais da Funarte, do Ministério da Cultura,Banco do Nordeste e da Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe. Sobre o edital A Bolsa Interações Estéticas tem como objetivo apoiar projetos por meio do intercâmbio cultural e estético em rede, através de iniciativas de residências, que promovam a mobilidade, a experimentação artística e a reflexão crítica, fortalecendo e realimentando com ações inovadoras a rede de artistas e pontos de cultura e comunidades que, direta ou indiretamente, se relaciona com o projeto desenvolvido. Na categoria continuidade o projeto Gravuar em Dores na Rota do Cangaço foi o único premiado no Estado de Sergipe.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

terça-feira, 20 de novembro de 2012

MEMÓRIA, PATRIMÔNIO E IDENTIDADE

A memória está presente em monumentos, documentos, manifestações ditas folclóricas, músicas, paisagens, datas e personagens históricos, obras de arte, relatos orais e outros suportes. É uma importante ponte entre passado e presente, ponte esta que atua na manutenção da coesão de grupos e instituições formadoras da sociedade, uma vez que define o lugar de sujeito que ocupamos nesta sociedade. Diante da necessidade urgente de salvaguardar o patrimônio histórico-cultural do município de Nossa Senhora das Dores (SE), as memórias dorenses, vítima de décadas de descaso, foi criado o Projeto Memórias (2003), dele o Informativo Cultural Memórias Dorenses (2005) e, depois, a Associação “Nossa Senhora das Dores dos Enforcados” (2006), entidade que hoje já conta com reconhecimento de utilidade pública nas esferas municipal e estadual e é, desde 2010, o único “Ponto de Cultura” do Médio Sertão Sergipano, chancela dada pela Secretaria de Estado da Cultura e pelo Ministério da Cultura por meio da concorrência em edital público e que garante o apoio financeiro a algumas atividades como oficinas, exposições, produção do filme “O Fogo do Cajueiro” (que resgata a história do cangaço no município), publicações as mais diversas etc. Seguindo a proposta do Projeto Memórias, os escritores e historiadores João Paulo Araújo de Carvalho, Luís Carlos de Jesus e Manoel Messias Moura estarão lançando no próximo dia 13 de dezembro o livro “Memória, Patrimônio e Identidade”. Com mais esta obra, os autores buscam, como instrumento de promoção da dorensenidade (a identidade dorense), dar ao grande público acesso às pesquisas que os mesmos vêm desenvolvendo desde o surgimento do Projeto Memórias, há quase 10 anos. Estas pesquisas ensejaram a escrita de vários artigos, muitos deles publicados no informativo “Memórias Dorenses”, na Revista Perfil e em blogs e sites diversos, mas alguns inéditos, artigos que agora estão reunidos em livro.
JOÃO PAULO ARAÚJO DE CARVALHO: Professor das redes municipal, estadual e particular, com graduação em História pela Universidade Tiradentes, especialização em Educação e Patrimônio Cultural em Sergipe pela Faculdade Atlântico e mestrado em História pela Universidade Federal de Pernambuco. Como escritor, é autor de dezenas de artigos publicados em livros e periódicos, bem como do livro “Freguesia de N. Sra. das Dores (1858-2008): 150 anos de história e devoção”. É pesquisador da história, com destaque para religiosidade, cangaço e outros temas, sendo um dos fundadores e coordenadores do Projeto Memórias de N. Sra. das Dores.
LUÍS CARLOS DE JESUS: Professor de Ensino Fundamental e Médio, das redes públicas estadual e municipal. Graduado em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal de Sergipe e Pós-graduado em Gestão Educacional pela Faculdade Pio X e em Ensino e Identidade Cultura de História de Sergipe pela Faculdade Atlântico. Sócio-fundador do Projeto Memórias e da Associação de Incentivo a pesquisa e cultura Nossa Senhora das Dores dos Enforcados.
MANOEL MESSIAS MOURA: Nascido em 1971 na Fazenda Tingui, município de Nossa Sra. das Dores (SE), Manoel Messias Moura é graduado em História pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, membro fundador e coordenador da Associação de Incentivo à Pesquisa e à Cultura “Nossa Sra. das Dores dos Enforcados” (Projeto Memórias), tendo sido premiado várias vezes em concursos de redação a nível estadual e nacional. Manoel Moura tem também vários trabalhos publicados, é professor de artes plásticas, poeta cordelista, e artesão. Já exerceu na construção civil os ofícios de pintor, pedreiro, armador, eletricista, encanador e carpinteiro. Hoje, além de pesquisador da história local, atua como comerciante no ramo da alimentação.