domingo, 22 de julho de 2012
OFICINAS DO PROJETO MEMÓRIAS COM INSCRIÇÕES ABERTAS
O PROJETO MEMÓRIAS informa a toda a comunidade dorense que estão abertas as inscrições para as oficinas de ARTES PLÁSTICAS, LITERATURA DE CORDEL e TEATRO, a serem iniciadas em agosto próximo. As inscrições e informações podem ser feitas no Bazar da Arte, situado à Pç. da Caixa d´água, nº 199, no centro da cidade. As vagas são limitadas!
As referidas oficinas fazem parte das atividades desenvolvidas pelo Projeto Memórias através do PONTO DE CULTURA MEMÓRIA, CULTURA E CIDADANIA e contam com o patrocínio do Governo Federal / Ministério da Cultura e do Governo do Estado / Secretaria de Estado da Cultura e apoio cultural do Bazar da Arte, da Paper&Co., da Sintec e da Secretaria Municipal de Educação.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
EM BREVE "LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE" SERÁ LANÇADO EM DORES
Confira um aperitivo do livro do delegado Archimedes Marques que em breve será lançado em N. Sra. das Dores em evento promovido pelo Projeto Memórias.
LAMPIÃO NO MUNDO DAS CELEBRIDADES
Octavio Iani ( 1926/2004), considerado um dos fundadores da sociologia no Brasil, tem um belo estudo sobre tipos e mitos do pensamento brasileiro. Para ele, o Brasil pode ser visto ainda como um país, uma sociedade nacional, uma nação ou um Estado-não nação em busca de um conceito. É neste processo de buscar uma cara que florescem as figuras e as figurações, os mitos e as mitificações de "Lampião", "Padre Cícero", "Antonio Conselheiro", "Tiradentes", "Zumbi" e outros, reais e imaginários.
No caso de Tiradentes, nosso herói maior, a propaganda republicana, na ausência de um retrato feito por alguém que realmente o tivesse conhecido pessoalmente, o pintou como Cristo. Aquelas barbas podem ser pura imaginação do retratista, já que naquela época, como em alguns lugares hoje, preso não podia deixar crescer barba ou cabelo por causa dos piolhos.
Com Lampião, o processo de mitificação é interminável. Afinal, ele é filho famoso de uma terra de cantadores de feira e de cordelistas, onde a imaginação, e não só talento, também corre solta. Tanto que nas últimas décadas muitos tentaram promover a transposição da imagem de Lampião de "facínora" para uma espécie de versão tupiniquim do "Bandido Giuliano", o fora da lei que virou herói siciliano na primeira metade do século XX e que foi retrato nas telas no clássico de Francesco Rosi.
Acho ainda que Lampião, como ocorre com muitos outros personagens da nossa história, está sendo redescoberto pela ótica do culto da invasão da privacidade, uma das marcas dos tempos atuais. Em suas covas, mesmo enterrados há 50, 100, 200 anos, eles não conseguiram escapar de um mundo que se transformou numa Big Brother. Viraram "Celebridades", e portanto sujeitos a bisbilhotices, ou fofocas mesmo, sobre seus afetos, romances e até opção sexual. Talvez seja por isso que surgem agora questionamentos sobre a sexualidade "Zumbi" e mais recentemente de "Lampião" com o livro LAMPIÃO O MATA SETE.
No livro opositor, LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE, o autor Archimedes Marques procura desmontar, pedra por pedra, o mito do Lampião gay. Vale a pena conferir.
Ancelmo Gois (Colunista do Jornal O GLOBO)
Nota do escritor ARCHIMEDES MARQUES: Quem desejar adquirir o livro LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE, entrar em contato com o e-mail: archimedes-marques@bol.com.br
segunda-feira, 21 de maio de 2012
LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE: convite para o lançamento do livro
Participante do maior movimento pertinente que há no Brasil, o CARIRI CANGAÇO, evento que reúne anualmente as maiores autoridades nacionais e internacionais sobre o tema e que é realizado na cidade do Crato e região do Cariri cearense adjacente, o autor Archimedes Marques em nome da VERDADEIRA HISTÓRIA QUE FOI VILIPENDIADA com o livro “Lampião, o Mata Sete” resolveu escrever a sua contestação: LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE.
Trata-se do primeiro livro oposição dentro do assunto cangaço. LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE, procura refutar tudo que está errado no seu livro opositor, pois essa obra é eivada de vícios do início ao fim. Todas as alegações contidas no livro “Lampião, o Mata Sete” referentes às honras sexuais de Lampião e Maria Bonita são levianas e sem provas algumas por menor que sejam e até mesmo desprovidas sequer de indícios de veracidades, como se a história fosse feita de insinuações vindas do nada, provindas de uma mente criativa sem apresentar fatos alguns que pelo menos deixem dúvidas quanto ao alegado.
Da citada obra contestada, de todas as aleivosias existentes ainda há muita coisa errada, tais como troca de datas, de nomes de pessoas, de fatos, de passagens, além das constantes tentativas de levar o leitor a erro. Enfim o livro “Lampião, o Mata Sete” é de PÉSSIMO GOSTO EM TODOS OS SENTIDOS, jamais é um livro histórico. Trata-se sim, de um livro FICTÍCIO além de muito mal informativo, muito mal pesquisado.
Até os dizeres do escritor Oleone Coelho Fontes que fez a introdução do livro refutado, e que por sinal escreveu o excelente livro "Lampião na Bahia", em muitas vezes se esbarram em situações totalmente adversas ao pensamento contido no livro “Lampião, o Mata Sete”, em comprovação que de tudo nessa obra há somente aleivosias improváveis.
Archimedes Marques (Delegado de Policia Civil no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br
quarta-feira, 2 de maio de 2012
DIA DA CULTURA NA COMUNIDADE ABRE ATIVIDADES DO PROJETO MEMÓRIAS EM 2012
Na próxima sexta-feira (o4 de maio) o Projeto Memórias visita a Escola Municipal Hozana Azevedo, que abrange as comunidades Cruzeiro das Moças, Floresta, Campo Velho e adjacências. A referida escola foi a escolhida para receber o DIA DA CULTURA NA COMUNIDADE, evento que abrirá a programação do Projeto em 2012, que contará ainda com a realização de várias oficinas, a produção do filme "O Fogo do Cajueiro", dentre outras atividades. Já no sábado (dia 05 de maio), ocorrerá a aula inaugural das oficinas de Artes Plásticas, Educação Patrimonial e Literatura de Cordel, a realizar-se no Bazar da Arte, situado à Pç. da Caixa d´água, nº 199.
O DIA DA CULTURA NA COMUNIDADE será levado, também, durante os meses de maio e junho, a outras comunidades, como Itapicuru, Borda da Mata e Ascenso, onde o Projeto Memórias, através do Ponto de Cultura "Memória, Cultura & Cidadania" desenvolverá atividades culturais ligadas à literatura de cordel, às artes plásticas, ao patrimônio histórico do município, dentre outras. Nestes Dias, se procederá, ainda, a visita à obra literária do dorense JOSÉ BARBOSA, cordelista nascido no povoado Itapicuru e grande homenageado do Projeto neste ano de 2012.
As ações do Ponto de Cultura "Memória, Cultura & Cidadania" contam o patrocínio do Governo Federal/Ministério da Cultura e do Governo do Estado/Secretaria de Estado da Cultura e apoio da Sintec e do Bazar da Arte.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
ABERTAS INSCRIÇÕES PARA OFICINAS
O Projeto Memórias informa a toda a comunidade que se encontram abertas as inscrições para várias oficinas a serem iniciadas a partir de maio de 2012. Os interessados podem fazer suas inscrições no Bazar da Arte, situado à Praça da Caixa d´água, nº 199 - Centro - N. Sra. das Dores (SE).
As oficinas serão de ARTES PLÁSTICAS, EDUCAÇÃO PATRIMONIAL, LITERATURA DE CORDEL e TEATRO e fazem parte das ações do Ponto de Cultura "Memória, Cultura & Cidadania".
As vagas são limitadas! Garanta já a sua!
Cordialmente,
Projeto Memórias.
sábado, 7 de abril de 2012
PENITENTES E BEATAS MANTÊM VIVA A TRADIÇÃO DA SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO EM DORES
Há mais de 100 anos o município de N. Sra. das Dores é palco de penitências durante a Semana Santa. Neste período do calendário católico, situado na Quaresma (40 dias de preparação para a Páscoa), devotos de todo o mundo rememoram a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Tradicionalmente, a Via-Sacra é uma das mais expressivas manifestações desta devoção, pois, através dela, os fiéis buscam repetir o sacrifício redentor de Jesus em seu percurso até o Calvário, onde foi crucificado pelo perdão dos pecadores, sentir suas dores e sofrer seu flagelo.
No nordeste brasileiro, durante a Quaresma, uma reminiscência medieval está enraizada desde os tempos coloniais: a procissão de Penitentes. Nesta prática, os devotos percorrem cemitérios, santas-cruzes, cruzeiros e capelas a penitenciarem-se, como pecadores arrependidos de suas falhas e desejosos de misericórdia para si ou para seus entes queridos já falecidos, mas, também, como promesseiros que alcançaram alguma graça e vêem nesse ato uma forma de agradecer aos céus pelas mesmas.
Em N. Sra. das Dores, interior de Sergipe, a penitência é realizada não somente na sede do município, mas igualmente em povoados como Sucupira e Gado Bravo Norte (em ambos na quinta-feira da Semana Santa). Entretanto, é na cidade que esta prática se torna mais evidente, seja pela quantidade de devotos, seja pela atração de turistas e filhos ausentes que para ela se deslocam com o objetivo de acompanhar, assistir ou participar de algumas das manifestações penitencias que ocorrem na Sexta-feira Santa.
Além do mais, Dores ganha um destaque maior pela quantidade de atos votivos à Paixão de Cristo que se dão na sexta-feira da Semana Santa, uma vez que nesse dia se realizam as seguintes procissões: 1ª) Cruzeiro do Século (que tem início às quatro horas e se estende até as sete e meia da manhã, perfazendo 5 km entre a Igreja Matriz e o local que dá nome à mesma); 2ª) Madeiro (que das treze às dezoito horas percorre 15 km, com saída do bairro Gentio e chegada no Cemitério Municipal); 3ª) Senhor Morto (são 2 km de percurso no centro da cidade); e 4ª) Penitentes (que começa no Cemitério às vinte horas da sexta e, após 20 km de caminhada pelo subúrbio e centro, termina na Matriz às três horas da madrugada de sábado).
Dentre as práticas devocionais presentes nestas manifestações, além da penitência e da promessa, podemos destacar o ex-voto, que é a materialização de uma graça alcançada através do depósito de partes do corpo humano feitos geralmente de gesso, barro ou madeira em locais de oração e que representam a cura de alguma doença por intermédio dos seres espirituais.
No que se refere aos personagens envolvidos nos respectivos atos, ressaltamos a figura do penitente, com sua veste branca (simbolizando a pureza de espírito ao rezar), cordão de São Francisco na cintura e capuz cobrindo o rosto a preservar sua identidade; bem como a figura da beata, como se denomina a mulher que participa da procissão do Madeiro e que usa vestes negras a representar seu luto pela morte de Cristo, terço na mão em reverência à devoção a Maria e rosto encoberto. Vale lembrar, que alguns penitentes e beatas fazem todo o percurso com os pés descalços, tornando sua caminhada ainda mais dolorosa e ajudando a manter viva há mais de um século a devoção à Paixão e Morte de Cristo em terras sergipanas.
Por João Paulo Araújo de Carvalho
publicado na Revista Perfil, edição de janeiro/fevereiro/março/abril de 2012.

Procissão do Madeiro. foto: Betinho.

Procissão dos Penitentes. foto: arquivo Penitentes
No nordeste brasileiro, durante a Quaresma, uma reminiscência medieval está enraizada desde os tempos coloniais: a procissão de Penitentes. Nesta prática, os devotos percorrem cemitérios, santas-cruzes, cruzeiros e capelas a penitenciarem-se, como pecadores arrependidos de suas falhas e desejosos de misericórdia para si ou para seus entes queridos já falecidos, mas, também, como promesseiros que alcançaram alguma graça e vêem nesse ato uma forma de agradecer aos céus pelas mesmas.
Em N. Sra. das Dores, interior de Sergipe, a penitência é realizada não somente na sede do município, mas igualmente em povoados como Sucupira e Gado Bravo Norte (em ambos na quinta-feira da Semana Santa). Entretanto, é na cidade que esta prática se torna mais evidente, seja pela quantidade de devotos, seja pela atração de turistas e filhos ausentes que para ela se deslocam com o objetivo de acompanhar, assistir ou participar de algumas das manifestações penitencias que ocorrem na Sexta-feira Santa.
Além do mais, Dores ganha um destaque maior pela quantidade de atos votivos à Paixão de Cristo que se dão na sexta-feira da Semana Santa, uma vez que nesse dia se realizam as seguintes procissões: 1ª) Cruzeiro do Século (que tem início às quatro horas e se estende até as sete e meia da manhã, perfazendo 5 km entre a Igreja Matriz e o local que dá nome à mesma); 2ª) Madeiro (que das treze às dezoito horas percorre 15 km, com saída do bairro Gentio e chegada no Cemitério Municipal); 3ª) Senhor Morto (são 2 km de percurso no centro da cidade); e 4ª) Penitentes (que começa no Cemitério às vinte horas da sexta e, após 20 km de caminhada pelo subúrbio e centro, termina na Matriz às três horas da madrugada de sábado).
Dentre as práticas devocionais presentes nestas manifestações, além da penitência e da promessa, podemos destacar o ex-voto, que é a materialização de uma graça alcançada através do depósito de partes do corpo humano feitos geralmente de gesso, barro ou madeira em locais de oração e que representam a cura de alguma doença por intermédio dos seres espirituais.
No que se refere aos personagens envolvidos nos respectivos atos, ressaltamos a figura do penitente, com sua veste branca (simbolizando a pureza de espírito ao rezar), cordão de São Francisco na cintura e capuz cobrindo o rosto a preservar sua identidade; bem como a figura da beata, como se denomina a mulher que participa da procissão do Madeiro e que usa vestes negras a representar seu luto pela morte de Cristo, terço na mão em reverência à devoção a Maria e rosto encoberto. Vale lembrar, que alguns penitentes e beatas fazem todo o percurso com os pés descalços, tornando sua caminhada ainda mais dolorosa e ajudando a manter viva há mais de um século a devoção à Paixão e Morte de Cristo em terras sergipanas.
Por João Paulo Araújo de Carvalho
publicado na Revista Perfil, edição de janeiro/fevereiro/março/abril de 2012.

Procissão do Madeiro. foto: Betinho.

Procissão dos Penitentes. foto: arquivo Penitentes
domingo, 8 de janeiro de 2012
PROJETO MEMÓRIAS É DESTAQUE NA PERFIL DE DEZEMBRO
A Revista Perfil de dezembro de 2011 traz em sua página 51 o texto JUVENTUDE E CIDADANIA: PROJETO MEMÓRIAS DISSEMINANDO CULTURA, do professor, filósofo e mestre em ciências da religião João Everton da Cruz. Confira na íntegra abaixo:
O texto pretende ser apenas um tijolo nessa construção de que uma geração forma a outra. É dever do adulto ou da pessoa mais experiente acompanhar e conduzir o indivíduo que visita o mundo. A Associação de Incentivo a Pesquisa e a Cultura Nossa Senhora das Dores dos Enforcados (Projeto Memórias) vem transmitindo valores culturais vigorosos no meio da juventude dorense. Essa cumpre a função de educar a juventude para além dela. As suas ações culturais marcam presença significativa na vida da comunidade, permitindo que a juventude crie grupos de relacionamento, de compreensão, de acolhida à sombra do Projeto Memórias que dissemina cultura por meio da música, da arte cênica e plástica, da dança e, do incentivo à escrita e a leitura. A base norteadora do Projeto é a formação preventiva da juventude, reduzindo a incidência de problemas causados pelo uso indevido de drogas , pois, ao colocar os jovens dorenses em contato com a arte nas suas mais variadas vertentes, evita que muitos entrem pelo tortuoso caminho do álcool, da maconha, do crack e de outras drogas.
Sabe-se que a juventude é a fase da vida mais marcada por ambivalências, pela convivência contraditória dos elementos de emancipação e de subordinação, sempre em choque e negociação. Nessa direção, é fundamental que o adulto se curve ao aprendiz para conduzi-lo naquilo que é bom para lhe proporcionar condições de um desenvolvimento saudável. O cuidado da juventude para que ele não cause nenhum dano a si mesmo e aos outros, remete à ideia da ética do cuidado .
Deve-se compreender que toda unidade de referência valorativa para a juventude passa necessariamente pelo diálogo. A juventude se transforma em um novo “sujeito de direitos” (NOVAES, 2011, p.55). A formação dos hábitos exige limites que são colocados a partir da disciplina. Essa possibilita ao jovem tornar-se sociável e capaz de se submeter às normas ou transgredi-las, desde que tenha aprendido a necessidade da norma. O exercício da disciplina não pode ocorrer por meio da repressão, porque gera uma cultura da violência. Daí a noção de que o cuidado e disciplina são essenciais para a instrução da juventude, usando a categoria de Kant, uma vez que sem a disciplina torna-se impossível o aprendizado em padrões normais de conhecimento. A disciplina no processo da formação conduz a juventude ao exercício da liberdade e da autonomia e possibilita a experiência da cidadania, que significa a convivência coletiva das pessoas, onde cada um tem a ver com a comunidade.
Surge a pergunta: que juventude queremos construir? Não por acaso, ganhou força a expressão “políticas públicas de juventude”, com a criação do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve, 2005). Já é consenso falar das muitas juventudes que habitam em Nossa Senhora das Dores (SE). A juventude da marginalidade, do roubo, da droga, dos assaltos, da violência armada, da delinqüência.
Há uma sombra de juventude em Dores que ainda vive a esperança de caminhar para um futuro melhor: justo, fraterno e humano. Ações culturais do Projeto Memórias não podem parar porque existe uma juventude que teima em pensar uma comunidade dorense inclusiva e menos preconceituosa. É aí que reside a importância da Associação, como unidade de referência valorativa para a juventude mediante a permanência de projetos de caráter social, participativo e comprometido com a inserção social da juventude dorense.
Para saber mais sobre o Projeto Memórias, acesse o blog: blogdoprojetomemorias.blogspot.com
O texto pretende ser apenas um tijolo nessa construção de que uma geração forma a outra. É dever do adulto ou da pessoa mais experiente acompanhar e conduzir o indivíduo que visita o mundo. A Associação de Incentivo a Pesquisa e a Cultura Nossa Senhora das Dores dos Enforcados (Projeto Memórias) vem transmitindo valores culturais vigorosos no meio da juventude dorense. Essa cumpre a função de educar a juventude para além dela. As suas ações culturais marcam presença significativa na vida da comunidade, permitindo que a juventude crie grupos de relacionamento, de compreensão, de acolhida à sombra do Projeto Memórias que dissemina cultura por meio da música, da arte cênica e plástica, da dança e, do incentivo à escrita e a leitura. A base norteadora do Projeto é a formação preventiva da juventude, reduzindo a incidência de problemas causados pelo uso indevido de drogas , pois, ao colocar os jovens dorenses em contato com a arte nas suas mais variadas vertentes, evita que muitos entrem pelo tortuoso caminho do álcool, da maconha, do crack e de outras drogas.
Sabe-se que a juventude é a fase da vida mais marcada por ambivalências, pela convivência contraditória dos elementos de emancipação e de subordinação, sempre em choque e negociação. Nessa direção, é fundamental que o adulto se curve ao aprendiz para conduzi-lo naquilo que é bom para lhe proporcionar condições de um desenvolvimento saudável. O cuidado da juventude para que ele não cause nenhum dano a si mesmo e aos outros, remete à ideia da ética do cuidado .
Deve-se compreender que toda unidade de referência valorativa para a juventude passa necessariamente pelo diálogo. A juventude se transforma em um novo “sujeito de direitos” (NOVAES, 2011, p.55). A formação dos hábitos exige limites que são colocados a partir da disciplina. Essa possibilita ao jovem tornar-se sociável e capaz de se submeter às normas ou transgredi-las, desde que tenha aprendido a necessidade da norma. O exercício da disciplina não pode ocorrer por meio da repressão, porque gera uma cultura da violência. Daí a noção de que o cuidado e disciplina são essenciais para a instrução da juventude, usando a categoria de Kant, uma vez que sem a disciplina torna-se impossível o aprendizado em padrões normais de conhecimento. A disciplina no processo da formação conduz a juventude ao exercício da liberdade e da autonomia e possibilita a experiência da cidadania, que significa a convivência coletiva das pessoas, onde cada um tem a ver com a comunidade.
Surge a pergunta: que juventude queremos construir? Não por acaso, ganhou força a expressão “políticas públicas de juventude”, com a criação do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve, 2005). Já é consenso falar das muitas juventudes que habitam em Nossa Senhora das Dores (SE). A juventude da marginalidade, do roubo, da droga, dos assaltos, da violência armada, da delinqüência.
Há uma sombra de juventude em Dores que ainda vive a esperança de caminhar para um futuro melhor: justo, fraterno e humano. Ações culturais do Projeto Memórias não podem parar porque existe uma juventude que teima em pensar uma comunidade dorense inclusiva e menos preconceituosa. É aí que reside a importância da Associação, como unidade de referência valorativa para a juventude mediante a permanência de projetos de caráter social, participativo e comprometido com a inserção social da juventude dorense.
Para saber mais sobre o Projeto Memórias, acesse o blog: blogdoprojetomemorias.blogspot.com
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