sexta-feira, 20 de abril de 2012
ABERTAS INSCRIÇÕES PARA OFICINAS
O Projeto Memórias informa a toda a comunidade que se encontram abertas as inscrições para várias oficinas a serem iniciadas a partir de maio de 2012. Os interessados podem fazer suas inscrições no Bazar da Arte, situado à Praça da Caixa d´água, nº 199 - Centro - N. Sra. das Dores (SE).
As oficinas serão de ARTES PLÁSTICAS, EDUCAÇÃO PATRIMONIAL, LITERATURA DE CORDEL e TEATRO e fazem parte das ações do Ponto de Cultura "Memória, Cultura & Cidadania".
As vagas são limitadas! Garanta já a sua!
Cordialmente,
Projeto Memórias.
sábado, 7 de abril de 2012
PENITENTES E BEATAS MANTÊM VIVA A TRADIÇÃO DA SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO EM DORES
Há mais de 100 anos o município de N. Sra. das Dores é palco de penitências durante a Semana Santa. Neste período do calendário católico, situado na Quaresma (40 dias de preparação para a Páscoa), devotos de todo o mundo rememoram a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Tradicionalmente, a Via-Sacra é uma das mais expressivas manifestações desta devoção, pois, através dela, os fiéis buscam repetir o sacrifício redentor de Jesus em seu percurso até o Calvário, onde foi crucificado pelo perdão dos pecadores, sentir suas dores e sofrer seu flagelo.
No nordeste brasileiro, durante a Quaresma, uma reminiscência medieval está enraizada desde os tempos coloniais: a procissão de Penitentes. Nesta prática, os devotos percorrem cemitérios, santas-cruzes, cruzeiros e capelas a penitenciarem-se, como pecadores arrependidos de suas falhas e desejosos de misericórdia para si ou para seus entes queridos já falecidos, mas, também, como promesseiros que alcançaram alguma graça e vêem nesse ato uma forma de agradecer aos céus pelas mesmas.
Em N. Sra. das Dores, interior de Sergipe, a penitência é realizada não somente na sede do município, mas igualmente em povoados como Sucupira e Gado Bravo Norte (em ambos na quinta-feira da Semana Santa). Entretanto, é na cidade que esta prática se torna mais evidente, seja pela quantidade de devotos, seja pela atração de turistas e filhos ausentes que para ela se deslocam com o objetivo de acompanhar, assistir ou participar de algumas das manifestações penitencias que ocorrem na Sexta-feira Santa.
Além do mais, Dores ganha um destaque maior pela quantidade de atos votivos à Paixão de Cristo que se dão na sexta-feira da Semana Santa, uma vez que nesse dia se realizam as seguintes procissões: 1ª) Cruzeiro do Século (que tem início às quatro horas e se estende até as sete e meia da manhã, perfazendo 5 km entre a Igreja Matriz e o local que dá nome à mesma); 2ª) Madeiro (que das treze às dezoito horas percorre 15 km, com saída do bairro Gentio e chegada no Cemitério Municipal); 3ª) Senhor Morto (são 2 km de percurso no centro da cidade); e 4ª) Penitentes (que começa no Cemitério às vinte horas da sexta e, após 20 km de caminhada pelo subúrbio e centro, termina na Matriz às três horas da madrugada de sábado).
Dentre as práticas devocionais presentes nestas manifestações, além da penitência e da promessa, podemos destacar o ex-voto, que é a materialização de uma graça alcançada através do depósito de partes do corpo humano feitos geralmente de gesso, barro ou madeira em locais de oração e que representam a cura de alguma doença por intermédio dos seres espirituais.
No que se refere aos personagens envolvidos nos respectivos atos, ressaltamos a figura do penitente, com sua veste branca (simbolizando a pureza de espírito ao rezar), cordão de São Francisco na cintura e capuz cobrindo o rosto a preservar sua identidade; bem como a figura da beata, como se denomina a mulher que participa da procissão do Madeiro e que usa vestes negras a representar seu luto pela morte de Cristo, terço na mão em reverência à devoção a Maria e rosto encoberto. Vale lembrar, que alguns penitentes e beatas fazem todo o percurso com os pés descalços, tornando sua caminhada ainda mais dolorosa e ajudando a manter viva há mais de um século a devoção à Paixão e Morte de Cristo em terras sergipanas.
Por João Paulo Araújo de Carvalho
publicado na Revista Perfil, edição de janeiro/fevereiro/março/abril de 2012.

Procissão do Madeiro. foto: Betinho.

Procissão dos Penitentes. foto: arquivo Penitentes
No nordeste brasileiro, durante a Quaresma, uma reminiscência medieval está enraizada desde os tempos coloniais: a procissão de Penitentes. Nesta prática, os devotos percorrem cemitérios, santas-cruzes, cruzeiros e capelas a penitenciarem-se, como pecadores arrependidos de suas falhas e desejosos de misericórdia para si ou para seus entes queridos já falecidos, mas, também, como promesseiros que alcançaram alguma graça e vêem nesse ato uma forma de agradecer aos céus pelas mesmas.
Em N. Sra. das Dores, interior de Sergipe, a penitência é realizada não somente na sede do município, mas igualmente em povoados como Sucupira e Gado Bravo Norte (em ambos na quinta-feira da Semana Santa). Entretanto, é na cidade que esta prática se torna mais evidente, seja pela quantidade de devotos, seja pela atração de turistas e filhos ausentes que para ela se deslocam com o objetivo de acompanhar, assistir ou participar de algumas das manifestações penitencias que ocorrem na Sexta-feira Santa.
Além do mais, Dores ganha um destaque maior pela quantidade de atos votivos à Paixão de Cristo que se dão na sexta-feira da Semana Santa, uma vez que nesse dia se realizam as seguintes procissões: 1ª) Cruzeiro do Século (que tem início às quatro horas e se estende até as sete e meia da manhã, perfazendo 5 km entre a Igreja Matriz e o local que dá nome à mesma); 2ª) Madeiro (que das treze às dezoito horas percorre 15 km, com saída do bairro Gentio e chegada no Cemitério Municipal); 3ª) Senhor Morto (são 2 km de percurso no centro da cidade); e 4ª) Penitentes (que começa no Cemitério às vinte horas da sexta e, após 20 km de caminhada pelo subúrbio e centro, termina na Matriz às três horas da madrugada de sábado).
Dentre as práticas devocionais presentes nestas manifestações, além da penitência e da promessa, podemos destacar o ex-voto, que é a materialização de uma graça alcançada através do depósito de partes do corpo humano feitos geralmente de gesso, barro ou madeira em locais de oração e que representam a cura de alguma doença por intermédio dos seres espirituais.
No que se refere aos personagens envolvidos nos respectivos atos, ressaltamos a figura do penitente, com sua veste branca (simbolizando a pureza de espírito ao rezar), cordão de São Francisco na cintura e capuz cobrindo o rosto a preservar sua identidade; bem como a figura da beata, como se denomina a mulher que participa da procissão do Madeiro e que usa vestes negras a representar seu luto pela morte de Cristo, terço na mão em reverência à devoção a Maria e rosto encoberto. Vale lembrar, que alguns penitentes e beatas fazem todo o percurso com os pés descalços, tornando sua caminhada ainda mais dolorosa e ajudando a manter viva há mais de um século a devoção à Paixão e Morte de Cristo em terras sergipanas.
Por João Paulo Araújo de Carvalho
publicado na Revista Perfil, edição de janeiro/fevereiro/março/abril de 2012.

Procissão do Madeiro. foto: Betinho.

Procissão dos Penitentes. foto: arquivo Penitentes
domingo, 8 de janeiro de 2012
PROJETO MEMÓRIAS É DESTAQUE NA PERFIL DE DEZEMBRO
A Revista Perfil de dezembro de 2011 traz em sua página 51 o texto JUVENTUDE E CIDADANIA: PROJETO MEMÓRIAS DISSEMINANDO CULTURA, do professor, filósofo e mestre em ciências da religião João Everton da Cruz. Confira na íntegra abaixo:
O texto pretende ser apenas um tijolo nessa construção de que uma geração forma a outra. É dever do adulto ou da pessoa mais experiente acompanhar e conduzir o indivíduo que visita o mundo. A Associação de Incentivo a Pesquisa e a Cultura Nossa Senhora das Dores dos Enforcados (Projeto Memórias) vem transmitindo valores culturais vigorosos no meio da juventude dorense. Essa cumpre a função de educar a juventude para além dela. As suas ações culturais marcam presença significativa na vida da comunidade, permitindo que a juventude crie grupos de relacionamento, de compreensão, de acolhida à sombra do Projeto Memórias que dissemina cultura por meio da música, da arte cênica e plástica, da dança e, do incentivo à escrita e a leitura. A base norteadora do Projeto é a formação preventiva da juventude, reduzindo a incidência de problemas causados pelo uso indevido de drogas , pois, ao colocar os jovens dorenses em contato com a arte nas suas mais variadas vertentes, evita que muitos entrem pelo tortuoso caminho do álcool, da maconha, do crack e de outras drogas.
Sabe-se que a juventude é a fase da vida mais marcada por ambivalências, pela convivência contraditória dos elementos de emancipação e de subordinação, sempre em choque e negociação. Nessa direção, é fundamental que o adulto se curve ao aprendiz para conduzi-lo naquilo que é bom para lhe proporcionar condições de um desenvolvimento saudável. O cuidado da juventude para que ele não cause nenhum dano a si mesmo e aos outros, remete à ideia da ética do cuidado .
Deve-se compreender que toda unidade de referência valorativa para a juventude passa necessariamente pelo diálogo. A juventude se transforma em um novo “sujeito de direitos” (NOVAES, 2011, p.55). A formação dos hábitos exige limites que são colocados a partir da disciplina. Essa possibilita ao jovem tornar-se sociável e capaz de se submeter às normas ou transgredi-las, desde que tenha aprendido a necessidade da norma. O exercício da disciplina não pode ocorrer por meio da repressão, porque gera uma cultura da violência. Daí a noção de que o cuidado e disciplina são essenciais para a instrução da juventude, usando a categoria de Kant, uma vez que sem a disciplina torna-se impossível o aprendizado em padrões normais de conhecimento. A disciplina no processo da formação conduz a juventude ao exercício da liberdade e da autonomia e possibilita a experiência da cidadania, que significa a convivência coletiva das pessoas, onde cada um tem a ver com a comunidade.
Surge a pergunta: que juventude queremos construir? Não por acaso, ganhou força a expressão “políticas públicas de juventude”, com a criação do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve, 2005). Já é consenso falar das muitas juventudes que habitam em Nossa Senhora das Dores (SE). A juventude da marginalidade, do roubo, da droga, dos assaltos, da violência armada, da delinqüência.
Há uma sombra de juventude em Dores que ainda vive a esperança de caminhar para um futuro melhor: justo, fraterno e humano. Ações culturais do Projeto Memórias não podem parar porque existe uma juventude que teima em pensar uma comunidade dorense inclusiva e menos preconceituosa. É aí que reside a importância da Associação, como unidade de referência valorativa para a juventude mediante a permanência de projetos de caráter social, participativo e comprometido com a inserção social da juventude dorense.
Para saber mais sobre o Projeto Memórias, acesse o blog: blogdoprojetomemorias.blogspot.com
O texto pretende ser apenas um tijolo nessa construção de que uma geração forma a outra. É dever do adulto ou da pessoa mais experiente acompanhar e conduzir o indivíduo que visita o mundo. A Associação de Incentivo a Pesquisa e a Cultura Nossa Senhora das Dores dos Enforcados (Projeto Memórias) vem transmitindo valores culturais vigorosos no meio da juventude dorense. Essa cumpre a função de educar a juventude para além dela. As suas ações culturais marcam presença significativa na vida da comunidade, permitindo que a juventude crie grupos de relacionamento, de compreensão, de acolhida à sombra do Projeto Memórias que dissemina cultura por meio da música, da arte cênica e plástica, da dança e, do incentivo à escrita e a leitura. A base norteadora do Projeto é a formação preventiva da juventude, reduzindo a incidência de problemas causados pelo uso indevido de drogas , pois, ao colocar os jovens dorenses em contato com a arte nas suas mais variadas vertentes, evita que muitos entrem pelo tortuoso caminho do álcool, da maconha, do crack e de outras drogas.
Sabe-se que a juventude é a fase da vida mais marcada por ambivalências, pela convivência contraditória dos elementos de emancipação e de subordinação, sempre em choque e negociação. Nessa direção, é fundamental que o adulto se curve ao aprendiz para conduzi-lo naquilo que é bom para lhe proporcionar condições de um desenvolvimento saudável. O cuidado da juventude para que ele não cause nenhum dano a si mesmo e aos outros, remete à ideia da ética do cuidado .
Deve-se compreender que toda unidade de referência valorativa para a juventude passa necessariamente pelo diálogo. A juventude se transforma em um novo “sujeito de direitos” (NOVAES, 2011, p.55). A formação dos hábitos exige limites que são colocados a partir da disciplina. Essa possibilita ao jovem tornar-se sociável e capaz de se submeter às normas ou transgredi-las, desde que tenha aprendido a necessidade da norma. O exercício da disciplina não pode ocorrer por meio da repressão, porque gera uma cultura da violência. Daí a noção de que o cuidado e disciplina são essenciais para a instrução da juventude, usando a categoria de Kant, uma vez que sem a disciplina torna-se impossível o aprendizado em padrões normais de conhecimento. A disciplina no processo da formação conduz a juventude ao exercício da liberdade e da autonomia e possibilita a experiência da cidadania, que significa a convivência coletiva das pessoas, onde cada um tem a ver com a comunidade.
Surge a pergunta: que juventude queremos construir? Não por acaso, ganhou força a expressão “políticas públicas de juventude”, com a criação do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve, 2005). Já é consenso falar das muitas juventudes que habitam em Nossa Senhora das Dores (SE). A juventude da marginalidade, do roubo, da droga, dos assaltos, da violência armada, da delinqüência.
Há uma sombra de juventude em Dores que ainda vive a esperança de caminhar para um futuro melhor: justo, fraterno e humano. Ações culturais do Projeto Memórias não podem parar porque existe uma juventude que teima em pensar uma comunidade dorense inclusiva e menos preconceituosa. É aí que reside a importância da Associação, como unidade de referência valorativa para a juventude mediante a permanência de projetos de caráter social, participativo e comprometido com a inserção social da juventude dorense.
Para saber mais sobre o Projeto Memórias, acesse o blog: blogdoprojetomemorias.blogspot.com
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
DORES RECEBE OFICINA DE XILOGRAVURA
Gravura de volta à Dores!
Pela segunda vez o Gravura de Inverno retorna à Nossa Senhora das Dores. Cidade sergipana, localizada no médio sertão, de gente honesta e trabalhadora.
Essa é a turma de Dores. Tudo cabra danado de bom no desenho e na gravura.
Uma parceria bacana com o Ponto de Cultura "Memórias" do guerreiro Manoel Messias. Valeu!
Começamos forte e fiche com esse grupo que está curtindo e se dedicando no fazer da xilogravura. Sexta tem mais aula prática e um bom bate papo sobre gravura, arte e cangaço!

A turma à carater para inspiração no cangaço.

Alunos e suas matrizes.

Esse é o Manoel - cabra danado!
Publicado no http://gravuradeinverno.blogspot.com/
Pela segunda vez o Gravura de Inverno retorna à Nossa Senhora das Dores. Cidade sergipana, localizada no médio sertão, de gente honesta e trabalhadora.
Essa é a turma de Dores. Tudo cabra danado de bom no desenho e na gravura.
Uma parceria bacana com o Ponto de Cultura "Memórias" do guerreiro Manoel Messias. Valeu!
Começamos forte e fiche com esse grupo que está curtindo e se dedicando no fazer da xilogravura. Sexta tem mais aula prática e um bom bate papo sobre gravura, arte e cangaço!

A turma à carater para inspiração no cangaço.

Alunos e suas matrizes.

Esse é o Manoel - cabra danado!
Publicado no http://gravuradeinverno.blogspot.com/
sábado, 12 de novembro de 2011
PROJETO MEMÓRIAS DIALOGA COM A POLÍCIA MILITAR SOBRE SUAS ATIVIDADES
o diálogo se deve à denúncia de vizinhos sobre barulho em excesso na sede do Projeto quando das atividades musicais desenvolvidas lá
Representantes do Projeto Memórias estiveram nessa sexta-feira, dia 11 de novembro de 2011, a conversar com o Comandante do Destacamento de Polícia Militar de N. Sra. das Dores, Sargento José Ronalço Ramos, sobre as reclamações feitas contra o Memórias por alguns vizinhos, reclamações estas que têm a ver com as atividades (oficinas) de música desenvolvidas pela referida instituição.
Mostrando-se solidário à nossa causa, o Sargento Ronalço Ramos enfatizou a relevante contribuição que o Projeto dá a Nossa Sra. das Dores dizendo as seguintes palavras: “agora que estou sabendo do que se trata vejo que é uma coisa boa pra cidade, eu gosto de cultura, sempre que posso estou participando de palestras e demais atividades culturais, isso é muito bom para os jovens”.
Em seguida, o Sargento forneceu explicações sobre a sua abordagem dias antes na sede do Projeto, deu as devidas orientações no sentido de encontrarmos meios de continuar as atividades evitando choque com a vizinhança e estabelecer se possível um acordo de convivência com a outra parte envolvida, de modo que uma das alternativas citadas durante a conversa com o Sargento Ronalço foi a de notificar por escrito a comunidade local a cerca dos dias e horários da realização de tais atividades e criar critérios para as mesmas.
Assim sendo, o Projeto Memórias agradece ao Sargento José Ronalço Ramos pelas palavras de apoio, pelas orientações, e por gentilmente se colocar a disposição de todos.
Por Manoel Moura
Representantes do Projeto Memórias estiveram nessa sexta-feira, dia 11 de novembro de 2011, a conversar com o Comandante do Destacamento de Polícia Militar de N. Sra. das Dores, Sargento José Ronalço Ramos, sobre as reclamações feitas contra o Memórias por alguns vizinhos, reclamações estas que têm a ver com as atividades (oficinas) de música desenvolvidas pela referida instituição.
Mostrando-se solidário à nossa causa, o Sargento Ronalço Ramos enfatizou a relevante contribuição que o Projeto dá a Nossa Sra. das Dores dizendo as seguintes palavras: “agora que estou sabendo do que se trata vejo que é uma coisa boa pra cidade, eu gosto de cultura, sempre que posso estou participando de palestras e demais atividades culturais, isso é muito bom para os jovens”.
Em seguida, o Sargento forneceu explicações sobre a sua abordagem dias antes na sede do Projeto, deu as devidas orientações no sentido de encontrarmos meios de continuar as atividades evitando choque com a vizinhança e estabelecer se possível um acordo de convivência com a outra parte envolvida, de modo que uma das alternativas citadas durante a conversa com o Sargento Ronalço foi a de notificar por escrito a comunidade local a cerca dos dias e horários da realização de tais atividades e criar critérios para as mesmas.
Assim sendo, o Projeto Memórias agradece ao Sargento José Ronalço Ramos pelas palavras de apoio, pelas orientações, e por gentilmente se colocar a disposição de todos.
Por Manoel Moura
sábado, 5 de novembro de 2011
JOVENS SÃO PROIBIDOS DE DESENVOLVER CULTURA EM DORES
o que queremos para nossos jovens: alcóol, outras drogas ilícitas, participação em assaltos, sequestros e outros tipos de práticas criminosas, ou seu desenvolvimento intelectual e artístico?

DESABAFO
Estou muito triste, sim, muito triste mesmo! Pois nessa Sexta-feira, dia 4 de novembro de 2011 a viatura da Polícia Militar de Nossa Sra. das Dores parou defronte a sede do Projeto Memórias que fica situada nas dependências do Bazar da Arte. O fato é que os membros do referido Projeto tem nos últimos anos trabalhado voluntariamente em prol do desenvolvimento intelectual da nossa população, e em especial dos nossos jovens, o que por sua vez os protegem de situações de risco, pois bem, acontece que um grupo de adolescentes que são atendidos de forma gratuita por essa instituição foram impedidos de ensaiar algumas músicas que seriam apresentadas no dia seguinte em um dos colégios da nossa cidade.
Sem saírem da viatura, os policiais chamaram os meninos e disseram que eles tinham que parar o barulho ou do contrário iam levar os instrumentos para a delegacia, o que eles alegaram: “os vizinhos” ligaram reclamando, detalhe, os policiais não revelaram quem fez a reclamação,foi o que me contaram os jovens, pois eu estava no momento da abordagem em uma sala editando um vídeo e não vi o ocorrido. Daí pergunto, o mais adequado não seria os, ou “o vizinho” entrar em contato com os representantes da Instituiçãoe quem sabe estabelecer um acordo de convivência antes de ameaça-los enviando a polícia? Será que esses vizinhos, ou o vizinho que reclamou não é um daqueles cujas ações refletem a personalidade de um individuo prepotente, orgulhoso e sem maiores preocupações com o próximo e ao meio ambiente?
O que efetivamente encontraram os policiais ao chegarem no local? Um grupo de jovens usando drogas, bebidas alcoólicas, fazendo sexo ilícito e planejando assaltar as casas dos vizinhos e as suas também? Encontraram esses policias, armas ou instrumentos musicais nas mãos desses adolescentes? Daí eu pergunto a vocês policiais e amigosprotetores da nossa sociedade, e pergunto também aos, ou porque não dizer, ao meu caro vizinhoreclamante, qual é o barulho que perturba mais, as baquetas feita de uma nobre madeira tocando a pele de uma bateria ou o som de um tiro de fuzil adentrando numa janela e atingindo um inocente? Tiro esse que pode muito bem ser acionado por um jovem cujas oportunidades e habilidades tenham sido castradas por atitudes irrefletidas, por um posicionamento meramente egoísta e insano.
Será que os vizinhos, ou o vizinho, é daqueles que já se acostumou com o barulho irritante das sirenes das ambulâncias levando para os hospitais vítimas de atos violentos praticados por certos jovens? Será que não são “esses” uma construção nossa?O que grita mais alto, um acorde de uma guitarra bem tocada ou o soar desafinado da sirene de uma viatura policial perseguindo jovens bandidos e perigosos? Diante do que o mundo apresenta aos nossos jovens, é ou não é relevante o apoio a iniciativas como essa, apresentando possíveis soluções para os eventuais problemas que nos acomete?
Poderiam os policiais ter ido embora sem procurar no ato da abordagem osresponsáveispelo estabelecimento e pela referida instituição a fim de expor a situação dialogando com a outra parte envolvida?
Bem, o fato é que estamos “errados mesmo”, somos efetivamente culpados por não termos dinheiro para construir uma sala acústica para os nossos alunos, e nem mesmo sede própria, somos culpados por eles saírem tristes com os seus instrumentos nas mãos lamentando o ocorrido, somos culpados por nossa cidade não ter um local adequado para os nossos jovens exprimir os seus talentos artísticos, sim, talvez sejamos culpados por muitos deles se tornarem bandidos perigosos, daqueles que matam pais de famílias inocentes para roubar, daqueles que matam sem piedade aqueles que são pagos para nos proteger, vocês policiais.
Sim, talvez mereçamos mesmo ir presos por “perturbarmos” a ordem pública, e de lá da delegacia sermos encaminhados aos magistrados, processados, e condenados pelo crime de formação de bons cidadãos.
Bem, são exatamente três horas da manhã, estou com a cabeça doendo muito, a gastrite a mil, o estômago dói demais, e do meu olho está descendo uma água ardida que alguns chamam de lágrima, e essas caem nos mais variados formatos, lamento, revolta, tristeza, angustia, muito pesar...
Manoel M. Moura

DESABAFO
Estou muito triste, sim, muito triste mesmo! Pois nessa Sexta-feira, dia 4 de novembro de 2011 a viatura da Polícia Militar de Nossa Sra. das Dores parou defronte a sede do Projeto Memórias que fica situada nas dependências do Bazar da Arte. O fato é que os membros do referido Projeto tem nos últimos anos trabalhado voluntariamente em prol do desenvolvimento intelectual da nossa população, e em especial dos nossos jovens, o que por sua vez os protegem de situações de risco, pois bem, acontece que um grupo de adolescentes que são atendidos de forma gratuita por essa instituição foram impedidos de ensaiar algumas músicas que seriam apresentadas no dia seguinte em um dos colégios da nossa cidade.
Sem saírem da viatura, os policiais chamaram os meninos e disseram que eles tinham que parar o barulho ou do contrário iam levar os instrumentos para a delegacia, o que eles alegaram: “os vizinhos” ligaram reclamando, detalhe, os policiais não revelaram quem fez a reclamação,foi o que me contaram os jovens, pois eu estava no momento da abordagem em uma sala editando um vídeo e não vi o ocorrido. Daí pergunto, o mais adequado não seria os, ou “o vizinho” entrar em contato com os representantes da Instituiçãoe quem sabe estabelecer um acordo de convivência antes de ameaça-los enviando a polícia? Será que esses vizinhos, ou o vizinho que reclamou não é um daqueles cujas ações refletem a personalidade de um individuo prepotente, orgulhoso e sem maiores preocupações com o próximo e ao meio ambiente?
O que efetivamente encontraram os policiais ao chegarem no local? Um grupo de jovens usando drogas, bebidas alcoólicas, fazendo sexo ilícito e planejando assaltar as casas dos vizinhos e as suas também? Encontraram esses policias, armas ou instrumentos musicais nas mãos desses adolescentes? Daí eu pergunto a vocês policiais e amigosprotetores da nossa sociedade, e pergunto também aos, ou porque não dizer, ao meu caro vizinhoreclamante, qual é o barulho que perturba mais, as baquetas feita de uma nobre madeira tocando a pele de uma bateria ou o som de um tiro de fuzil adentrando numa janela e atingindo um inocente? Tiro esse que pode muito bem ser acionado por um jovem cujas oportunidades e habilidades tenham sido castradas por atitudes irrefletidas, por um posicionamento meramente egoísta e insano.
Será que os vizinhos, ou o vizinho, é daqueles que já se acostumou com o barulho irritante das sirenes das ambulâncias levando para os hospitais vítimas de atos violentos praticados por certos jovens? Será que não são “esses” uma construção nossa?O que grita mais alto, um acorde de uma guitarra bem tocada ou o soar desafinado da sirene de uma viatura policial perseguindo jovens bandidos e perigosos? Diante do que o mundo apresenta aos nossos jovens, é ou não é relevante o apoio a iniciativas como essa, apresentando possíveis soluções para os eventuais problemas que nos acomete?
Poderiam os policiais ter ido embora sem procurar no ato da abordagem osresponsáveispelo estabelecimento e pela referida instituição a fim de expor a situação dialogando com a outra parte envolvida?
Bem, o fato é que estamos “errados mesmo”, somos efetivamente culpados por não termos dinheiro para construir uma sala acústica para os nossos alunos, e nem mesmo sede própria, somos culpados por eles saírem tristes com os seus instrumentos nas mãos lamentando o ocorrido, somos culpados por nossa cidade não ter um local adequado para os nossos jovens exprimir os seus talentos artísticos, sim, talvez sejamos culpados por muitos deles se tornarem bandidos perigosos, daqueles que matam pais de famílias inocentes para roubar, daqueles que matam sem piedade aqueles que são pagos para nos proteger, vocês policiais.
Sim, talvez mereçamos mesmo ir presos por “perturbarmos” a ordem pública, e de lá da delegacia sermos encaminhados aos magistrados, processados, e condenados pelo crime de formação de bons cidadãos.
Bem, são exatamente três horas da manhã, estou com a cabeça doendo muito, a gastrite a mil, o estômago dói demais, e do meu olho está descendo uma água ardida que alguns chamam de lágrima, e essas caem nos mais variados formatos, lamento, revolta, tristeza, angustia, muito pesar...
Manoel M. Moura
sábado, 22 de outubro de 2011
LANÇAMENTO DO LIVRO "NAS ASAS DO VENTO" DA POETISA DORENSE SALETINHA
Aconteceu no dia 21 outubro no prédio da Câmara Municipal de Vereadores de Nossa Sra. das Dores o lançamento da 2ª edição do livro de poesia "Nas Asas do Vento" da poetisa dorense Salete C. Nascimento (Saletinha). Na oportunidade estiveram presentes os representantes do Projeto Memórias Manoel Moura, Luis Carlos, João Paulo, Ari Pereira, e o professor Arnaldo. O evento contou ainda com a presença de parentes da escritora, autoridades locais ligadas à educação e à cultura, como o também escritor José Lima Santana, e ao governo municipal.
A homenageada da noite falou do orgulho que sente de ser dorense, da saudade de sua infância vivida em Dores e da acolhida dispensada pelos que ali se fizeram presentes. O público pode ainda se deliciar com alguns poemas declamados por poetas convidados, e a primeira homenagem partiu de sua filha, Leila Nascimento, que arrancou aplausos dos convidados. Depois foi a vez de alguns poetas da cidade de Estância, local onde vive atualmente com a sua família. Para finalizar, a escritora Salete cumprimentou seus convidados em uma acalorada seção de autógrafos.
Por Manoel Moura - historiador, poeta, artista plástico e coordenador do Projeto Memorias. (adaptado do blogdobazardaarte.blogspot.com)

A homenageada da noite falou do orgulho que sente de ser dorense, da saudade de sua infância vivida em Dores e da acolhida dispensada pelos que ali se fizeram presentes. O público pode ainda se deliciar com alguns poemas declamados por poetas convidados, e a primeira homenagem partiu de sua filha, Leila Nascimento, que arrancou aplausos dos convidados. Depois foi a vez de alguns poetas da cidade de Estância, local onde vive atualmente com a sua família. Para finalizar, a escritora Salete cumprimentou seus convidados em uma acalorada seção de autógrafos.
Por Manoel Moura - historiador, poeta, artista plástico e coordenador do Projeto Memorias. (adaptado do blogdobazardaarte.blogspot.com)
Assinar:
Postagens (Atom)
